01O que há em França, hoje
O catálogo da Carvex tem neste momento 3564 viaturas em stands profissionais em França, de 7.511 € a 465.448 € chave-na-mão em Portugal, com mediana em 28.614 €. O ISV mediano, já incluído nesse preço, é 1.043 €, e 768 estão isentas de imposto. A viatura típica é de 2022 com 46 377 km.
| Motorização | Viaturas | Chave-na-mão a partir de |
|---|---|---|
| Gasolina | 1505 | 7.511 € |
| Elétrico | 768 | 8.290 € |
| Gasóleo | 613 | 7.745 € |
| Híbrido | 506 | 15.441 € |
| Híbrido plug-in | 164 | 18.555 € |
| Gás natural | 5 | 16.810 € |
| GPL | 3 | 14.509 € |
A lista completa, com filtros e o preço final de cada viatura, está em carros importados de França. As contagens mudam a cada recolha, que corre duas vezes por dia.
02Porquê comprar em França
França tem uma frota de citadinos e utilitários compactos que em Portugal são caros e escassos, e tem-nos com quilometragens baixas. O contrôle technique é obrigatório de dois em dois anos e o relatório é consultável pela matrícula, o que dá uma segunda leitura do estado da viatura antes de a irmos ver.
A comparação que interessa não é entre países, é entre viaturas. Um carro francês e um alemão do mesmo ano, com os mesmos quilómetros e a mesma motorização, pagam exactamente o mesmo imposto em Portugal: o que os separa é o preço a que o stand os vende e o que cada mercado tem em stock. É por isso que procuramos nos cinco e não num.
03Os documentos, e como se exporta
O certificat d’immatriculation, a carte grise, é o documento de registo. Na venda junta-se-lhe o certificat de cession, que é a declaração de transmissão, e o certificat de situation administrative, o não-gage, que prova que a viatura não tem penhora nem oposição registada.
A carte grise é cortada num canto e carimbada com a data da venda, e o vendedor declara a transmissão no portal da ANTS. Para circular até Portugal usam-se chapas provisórias WW ou o transporte em camião.
A esses junta-se o Certificado de Conformidade, que é europeu e igual nos vinte e sete: é nele que o fabricante declara que o veículo cumpre uma homologação da União, e é o que o IMT pede para atribuir a matrícula portuguesa. Quando a viatura não o traz, pedimo-lo à marca — a loja de COC tem o preço e o prazo de cada uma.
04O imposto é o mesmo
Esta é a parte que mais confusão gera e é a mais simples: o ISV não muda com o país de origem. A fórmula do artigo 7.º do Código do ISV olha para a cilindrada, para as emissões de CO₂, para o combustível e para os anos de uso desde a primeira matrícula. Não há nela nenhuma variável que diga «Bélgica» ou «Espanha». O mesmo se aplica ao IUC.
O que é igual em qualquer importação da União Europeia: a declaração aduaneira de veículo entrega-se nos 20 dias úteis seguintes à entrada da viatura em território nacional, e o imposto liquidado paga-se nos 10 dias úteis seguintes. O guia do ISV tem as tabelas, e o simulador faz a conta para uma viatura concreta.
Há uma diferença fiscal que existe mesmo, e é do IVA e não do ISV: um veículo com menos de seis meses ou menos de 6 000 km é «meio de transporte novo» para efeitos de IVA, e nesse caso o imposto é sempre devido em Portugal, venha de que país vier. Está explicado no guia do IVA para empresas.
05Transporte, prazos e preço final
Trazer um carro custa 1 100 € de transporte e 1 500 € de serviço, os dois com IVA, e são os mesmos nos cinco mercados. O transporte é o camião com seguro do stand de origem até à porta; o serviço é a procura, a verificação da viatura na origem, a compra, a legalização, a inspeção e a matrícula. Não há suplemento por distância: um carro comprado em França custa exactamente o mesmo a trazer que um comprado na Alemanha.
O prazo médio da reserva à entrega é de 25 dias úteis. O que pesa no calendário é a parte portuguesa — a declaração aduaneira, a inspeção, o registo — e essa é igual para todos. O preço que o catálogo mostra em cada viatura já é o preço final: viatura, ISV, primeiro ano de IUC, transporte, legalização e serviço.
06O que ver com atenção
O certificat de situation administrative é o documento que não se dispensa: sem ele não há forma de saber se a viatura está penhorada ou tem oposição à transmissão. É o primeiro que pedimos.
E vale para França o que vale para qualquer origem: só compramos a stands profissionais, nunca a particulares. É o que permite factura, garantia e um interlocutor que responde depois da venda. Os erros a evitar estão num guia à parte, e quase todos se resumem a comprar sem ver e a assumir que o imposto é o que alguém disse que era.
07Como trabalhamos
Diz-nos o que procura e o orçamento; procuramos nos cinco mercados e apresentamos uma lista curta com o preço chave-na-mão de cada viatura, já com o imposto calculado. A viatura escolhida é verificada na origem antes de qualquer pagamento, com o protocolo de 83 pontos, e o relatório é seu. Depois é transporte, legalização e matrícula, e o carro chega pronto a circular.
Se quiser ver primeiro o que há, comece por carros de França ou pelo catálogo completo, onde o filtro de país de origem deixa escolher os mercados que lhe interessam.
08Perguntas frequentes
- Compensa importar um carro de França?
- França tem uma frota de citadinos e utilitários compactos que em Portugal são caros e escassos, e tem-nos com quilometragens baixas. O contrôle technique é obrigatório de dois em dois anos e o relatório é consultável pela matrícula, o que dá uma segunda leitura do estado da viatura antes de a irmos ver.
- Que documentos tem um carro comprado em França?
- O certificat d’immatriculation, a carte grise, é o documento de registo. Na venda junta-se-lhe o certificat de cession, que é a declaração de transmissão, e o certificat de situation administrative, o não-gage, que prova que a viatura não tem penhora nem oposição registada. A carte grise é cortada num canto e carimbada com a data da venda, e o vendedor declara a transmissão no portal da ANTS. Para circular até Portugal usam-se chapas provisórias WW ou o transporte em camião.
- Paga-se mais ISV num carro de França do que num alemão?
- Não. O ISV é um imposto português e a conta é feita sobre o veículo: cilindrada, emissões de CO₂, tipo de combustível e anos de uso desde a primeira matrícula. O país de onde a viatura vem não entra na fórmula. O mesmo vale para o IUC. A declaração aduaneira de veículo tem de ser apresentada nos 20 dias úteis seguintes à entrada em território nacional, seja qual for a origem.
- A que é que é preciso ter atenção em França?
- O certificat de situation administrative é o documento que não se dispensa: sem ele não há forma de saber se a viatura está penhorada ou tem oposição à transmissão. É o primeiro que pedimos.
- Quanto tempo demora a trazer um carro de França?
- O prazo médio da reserva à entrega com matrícula portuguesa é de 25 dias úteis, e é o mesmo para os cinco mercados: o que pesa no calendário é a legalização em Portugal e não os quilómetros de estrada. O transporte custa 1 100 € e o serviço de importação 1 500 €, os dois com IVA incluído, e são os mesmos venha o carro de onde vier: não há suplemento por distância.
09Fontes
- ANTS — Agence nationale des titres sécurisés (carte grise)
- Service-Public.fr — venda e transmissão de veículo
- Código do Imposto sobre Veículos (Portal das Finanças)
- IMT — Instituto da Mobilidade e dos Transportes
- Registo automóvel — Justiça.gov.pt
Este guia é informação geral, escrita a partir da legislação em vigor à data da revisão e da prática da Carvex. Não substitui a liquidação da Autoridade Tributária nem aconselhamento fiscal ou jurídico para o seu caso. Os valores dos exemplos são estimativas.